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Número de eleitores indígenas sobe 84% entre 2024 e 2026, aponta TSE

Eleitorado passou de 155,6 mil para 287,1 mil pessoas. Entre quilombolas, o crescimento foi de 97% no mesmo período.

Via Mídia Indígena

O eleitorado indígena teve um aumento de 84% em 2026, com relação a 2024, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número passou de 155.661 eleitores em 2024 para 287.157 em 2026. 

Entre as eleitoras e os eleitores indígenas, o maior crescimento absoluto ocorreu no Norte, região que passou de 74.506 registros em 2024 para 136.978 em 2026. O acréscimo foi de 62.472 pessoas, alta de 83%, e respondeu por quase metade do aumento nacional desse grupo. O Norte também concentra a maior parcela do eleitorado indígena em 2026, com cerca de 47% do total. 

O Nordeste aparece em seguida, com crescimento absoluto de 35.440 para 71.346 eleitoras e eleitores indígenas. O aumento foi de 35.906 pessoas, o que indica que o número mais que dobrou na região. No Centro-Oeste, o eleitorado indígena passou de 25.404 para 40.804 pessoas, crescimento de 15.400 registros, ou 60%. No Sudeste, o total foi de 9.790 para 20.251, alta de 10.461 eleitores, ou 107,21% de aumento proporcional. No Sul, passou de 10.521 para 17.178, acréscimo de 6.657 pessoas, ou 63%. 

O detalhamento por unidade da Federação mostra que o Amazonas foi o estado com maior crescimento absoluto do eleitorado indígena, passando de 37.359 pessoas em 2024 para 73.580 em 2026, registrando um aumento de 36.221 eleitoras e eleitores. Em seguida aparecem Pernambuco, com acréscimo de 19.431 pessoas; Roraima, com 11.530; Mato Grosso do Sul, com 7.134; Mato Grosso, com 6.974; e Pará, com 5.900. 

Eleitorado indígena por etnia 

Os dados também detalham o eleitorado por etnia. Os maiores contingentes são dos povos Tikúna (19.062 eleitores), Makuxí (14.935), Kokama (12.551), Xucuru (10.295), Kaingang (9.152), Xavante (9.014), Tenetehara (8.499), Mundurukú (7.839), Guarani Kaiowá (7.546) e Terena (6.720).

No Norte, destacam-se os povos Tikúna e Kokama, concentrados principalmente no Amazonas; Makuxí e Wapixana, em Roraima; e Mundurukú, no Pará. No Nordeste, os maiores contingentes são dos povos Xucuru, Atikum, Pankararú, Fulni-ô e Pankará, em Pernambuco; Tenetehara, no Maranhão; Potiguara, na Paraíba; e Pataxó, na Bahia.

No Centro-Oeste, predominam Xavante, em Mato Grosso, e Guarani Kaiowá e Terena, em Mato Grosso do Sul. No Sudeste, destacam-se Xacriabá e Maxakali, em Minas Gerais. Já no Sul, o maior contingente é o do povo Kaingang, concentrado no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Eleitorado quilombola

O levantamento do TSE também mostra crescimento do eleitorado quilombola. O número de eleitoras e eleitores autodeclarados quilombolas passou de 95.409, em 2024, para 188.371, em 2026, aumento de 97%.

O Nordeste concentra o maior contingente do país e foi a região que mais contribuiu para esse crescimento. O número de eleitores quilombolas passou de 51.633 para 95.901, alta de 85%.

O Sudeste registrou o segundo maior crescimento absoluto e a maior variação proporcional, passando de 17.638 para 45.305 eleitores. No Norte, o total aumentou de 17.895 para 32.853; no Centro-Oeste, de 6.084 para 10.169; e, no Sul, de 2.159 para 3.891.

Entre os estados, Minas Gerais apresentou o maior crescimento absoluto, passando de 12.712 para 31.487 eleitoras e eleitores quilombolas, um aumento de 18.775 pessoas.

Segundo o TSE, o crescimento dos eleitorados indígena e quilombola deve ser analisado considerando a ampliação do preenchimento das informações autodeclaradas no cadastro eleitoral. Como esses campos passaram a ser coletados apenas após as Eleições Gerais de 2022, o aumento registrado entre 2024 e 2026 também reflete o processo de atualização cadastral, que permite retratar com maior precisão a diversidade do eleitorado brasileiro.

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