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Indígenas LGBTQIA+ levam demandas ao governo em agenda de escuta em Brasília

Encontro com ministérios integra construção de estratégia nacional voltada a essa população

O Ministério dos Povos Indígenas realizou, na segunda-feira (6), uma agenda interministerial de escuta com lideranças indígenas LGBTQIA+ em Brasília. O encontro reuniu cerca de 30 participantes e integra a etapa final de construção de uma estratégia nacional voltada a essa população, prevista para ser lançada em 2026.

A atividade aconteceu no auditório da Controladoria-Geral da União (CGU) e contou com a participação de representantes de órgãos como a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), o Ministério da Saúde, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

A agenda dá continuidade a um processo iniciado em 2025, com a realização de seminários regionais que reuniram coletivos indígenas LGBTQIA+ em diferentes biomas do país. As discussões abordaram temas como saúde, educação, segurança, território e acesso a direitos, com o objetivo de subsidiar a formulação de políticas públicas específicas.

Segundo Alane Baré, o processo de escuta é fundamental para garantir que as ações do governo estejam alinhadas às realidades vividas nos territórios. A iniciativa integra o programa “Tecendo Direitos para Indígenas LGBTQIA+”, criado para ampliar o acesso a direitos e fortalecer a cidadania dessa população. A agenda ocorre em meio à mobilização indígena em Brasília e reforça a pressão por políticas públicas que considerem as especificidades socioculturais dos povos indígenas LGBTQIA+, historicamente invisibilizados nas ações do Estado.

Via: MPI

Foto: Duda Rodrigues/MDHC

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