×

Cultura: Agosto Indígena do Sesc reúne cursos, debates e oficinas; Priscila Tapajowara ministra formação sobre fotografia e ativismo

Programação acontece entre 6 e 16 de agosto em unidades do Sesc São Paulo. Presidente da Mídia Indígena conduzirá minicurso online sobre o uso da fotografia na luta dos povos indígenas.

A partir desta quinta-feira (6), o Sesc São Paulo transforma suas unidades em espaços de encontro com os povos indígenas. Até o dia 16 de agosto, o projeto Agosto Indígena reúne uma programação gratuita com apresentações artísticas, oficinas, cursos, bate-papos, exibições e vivências que convidam o público a conhecer diferentes formas de produzir conhecimento, preservar territórios e fortalecer culturas ancestrais. Neste ano, o tema da iniciativa é “Tecnologias Indígenas”, destacando soluções desenvolvidas pelos povos originários para enfrentar desafios sociais, ambientais e climáticos.

Entre os destaques da programação está a participação da fotógrafa, cineasta e presidente da Mídia Indígena, Priscila Tapajowara, que ministrará o minicurso “Fotografia e Ativismo Indígena” nos dias 11 e 12 de agosto, em formato online. A atividade abordará o uso da fotografia como ferramenta de autonomia, memória e protagonismo dos povos indígenas, mostrando como a imagem pode fortalecer a defesa dos territórios e ampliar a comunicação produzida pelos próprios povos originários. As inscrições estarão abertas entre 4 e 11 de agosto, pela Central de Relacionamento Digital do Sesc.

A abertura do Agosto Indígena será realizada no dia 6 de agosto, às 19h, no Sesc Pompeia, com o evento “Tecnologias de Resistência”. A programação contará com desfile do estilista indígena Sioduhi Waíkhʉ, fundador da Sioduhi Studio, performances de Paulinho Fluxus e Lilly Baniwa, além de um pocket show das Suraras do Tapajós. O encontro também promoverá um debate com Alberto Alvares, Eunice Kerexu Yxapyry e Sioduhi, com mediação da escritora e psicóloga indígena Geni Núñez.

Ao longo dos dez dias de programação, o público poderá participar de atividades sobre literatura, audiovisual, artes visuais, moda, música, comunicação e memória indígena. A edição de 2026 parte da ideia de que as tecnologias indígenas, ancestrais, contemporâneas e até futuristas, são fundamentais para a proteção dos territórios, a preservação da biodiversidade e a construção de alternativas para o futuro.Além das atividades presenciais, o Sesc também reúne artigos produzidos por lideranças, pesquisadores e ativistas indígenas sobre temas como ancestralidade, ciência, memória, moda e tecnologias indígenas, ampliando o diálogo entre os conhecimentos tradicionais e a sociedade brasileira.

Veja também