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Pesquisadoras indígenas da UFSB são premiadas por estudo sobre água em aldeias Pataxó

Leísa Santana Costa ficou em primeiro lugar em evento científico do ICMBio com pesquisa realizada em seis aldeias no extremo sul da Bahia

A pesquisadora indígena Leísa Santana Costa, estudante de Gestão Ambiental da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), ficou em primeiro lugar no XVII Seminário de Pesquisa e XVIII Encontro de Iniciação Científica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realizado entre os dias 22 e 24 de setembro, em Brasília. O trabalho, desenvolvido em parceria com outras pesquisadoras indígenas, avaliou a qualidade da água consumida em seis aldeias Pataxó no extremo sul da Bahia.

Intitulada “Avaliação da qualidade da água consumida nas aldeias da área do Parque Nacional do Descobrimento, extremo sul da Bahia”, a pesquisa foi desenvolvida durante o ciclo 2025-2026 do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) do ICMBio. O estudo teve orientação da pesquisadora do instituto Rafaela Campostrini Forzza e coorientação da professora da UFSB Joanna Maria da Cunha de Oliveira Santos Neves.

A pesquisa foi realizada em uma área de sobreposição entre a Terra Indígena Comexatibá e o Parque Nacional do Descobrimento. Leísa analisou a água utilizada nas aldeias Kaí, Pequi, Gurita, Tibá, Alegria Nova e Monte Dourado. Ao todo, foram coletadas amostras em 11 pontos durante os períodos chuvoso e seco.

Como a água subterrânea é uma das principais fontes de abastecimento das comunidades pesquisadas, o estudo avaliou diferentes aspectos relacionados à sua qualidade. Foram analisados parâmetros físico-químicos, indicadores microbiológicos, 15 metais e metaloides e 23 contaminantes emergentes. Os resultados foram comparados aos parâmetros estabelecidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, que define os procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano.

Além das análises laboratoriais, a pesquisa contou com a participação das comunidades durante as etapas de campo. As atividades foram apresentadas às lideranças Pataxó, e os resultados devem ser compartilhados posteriormente com as aldeias em linguagem acessível.

O estudo recomenda o monitoramento periódico da qualidade da água, a proteção sanitária dos poços e a adoção de medidas corretivas quando forem identificadas alterações. Também são indicadas ações de educação sanitária e ambiental.O reconhecimento no evento do ICMBio destaca uma pesquisa produzida por indígenas sobre uma questão diretamente relacionada às condições de vida e à proteção dos territórios onde vivem comunidades Pataxó.

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