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Garimpo ilegal dentro de três Terras Indígenas é alvo de operação da PF e Ibama

Operação Fornalha ocorreu na divisa entre Rondônia e Mato Grosso e encontrou escavadeiras, dragas, motores e acampamentos usados na extração ilegal de minério

A Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) inutilizaram maquinário utilizado em garimpo ilegal nas Terras Indígenas Sete de Setembro, Zoró e Roosevelt, durante a Operação Fornalha, realizada entre quinta (24) e sexta-feira (25). A ação ocorreu na divisa entre Rondônia e Mato Grosso e resultou em um prejuízo estimado em mais de R$ 2 milhões aos responsáveis pela atividade criminosa.

As equipes localizaram e inutilizaram duas escavadeiras hidráulicas, quatro dragas, cinco motores e dois acampamentos utilizados na extração ilegal de minério. Também foram apreendidos um frasco contendo mercúrio, uma espingarda e aparelhos celulares.

A Terra Indígena Sete de Setembro está localizada entre os municípios de Cacoal (RO) e Rondolândia (MT). Já as Terras Indígenas Zoró e Roosevelt ficam em Rondolândia, no território mato-grossense. As três áreas foram alvo de fiscalização durante a operação.

A presença de estruturas de garimpo dentro de Terras Indígenas representa uma ameaça aos territórios e às comunidades que vivem nessas áreas. A atividade minerária ilegal pode provocar desmatamento, contaminação de rios e do solo e impactos sobre as formas de vida e os modos de existência dos povos indígenas.

Na Operação Fornalha, a atuação das equipes contou com o apoio da Coordenação de Aviação Operacional (CAOP) da Polícia Federal para o acesso às áreas fiscalizadas. A ação integra as operações de combate à exploração ilegal de recursos minerais em territórios indígenas. No mesmo mês, PF, Ibama e Funai também realizaram uma operação na Terra Indígena Kayabi, em Mato Grosso, onde foram inutilizadas balsas, barcos, motores e outros equipamentos usados na exploração ilegal de minério.

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