Mobilização da APIB reuniu dezenas de lideranças e organizações na manhã desta quarta-feira (5), em Brasília, para reforçar a defesa dos direitos indígenas e lançar a mensagem política “Nosso Território, Nossa Vida”.
Na manhã desta quarta-feira (5), dezenas de lideranças indígenas, organizações e apoiadores participaram de uma mobilização em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, convocada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). O ato reforçou a defesa dos direitos dos povos indígenas, da demarcação das Terras Indígenas e da proteção dos territórios, além de apresentar ao país a mensagem política “Nosso Território, Nossa Vida”, construída pelo movimento indígena como uma proposta para o futuro do Brasil.
Durante a manifestação, os participantes defenderam que a proteção dos territórios indígenas é fundamental para enfrentar a crise climática, fortalecer a democracia e garantir um modelo de desenvolvimento baseado na preservação da vida. Além da demarcação de terras indígenas. Uma bandeira do Brasil também foi erguida durante o ato, que aconteceu de forma pacífica.
Segundo a APIB, “Nosso Território, Nossa Vida” representa um projeto de país construído a partir dos territórios indígenas, da demarcação das Terras Indígenas, da participação efetiva dos povos originários nas decisões políticas, da justiça climática e da valorização dos conhecimentos ancestrais. A principal mensagem apresentada durante a mobilização foi de que “o Brasil precisa voltar para o lugar onde seu futuro começa: nos territórios”. Para o movimento indígena, a defesa das Terras Indígenas não diz respeito apenas aos povos originários, mas ao futuro do país, à preservação dos biomas e ao enfrentamento da crise climática.
Ao final do ato, a APIB reafirmou que os povos indígenas seguirão mobilizados em defesa de seus direitos constitucionais e da proteção dos territórios, defendendo que um Brasil mais justo e sustentável passa pelo reconhecimento e fortalecimento dos povos que historicamente cuidam da terra, das águas e das florestas.





