Evento busca ampliar o acesso direto a recursos e criar estratégias conjuntas de atuação. A ideia é incentivar a cooperação entre as organizações e evitar a concorrência por financiamentos.
Via Mídia Indígena
Representantes de fundos indígenas de diferentes regiões do país participam, nesta quinta (6) e sexta-feira (7), em Manaus, do Encontro da Rede de Fundos Indígenas. A iniciativa busca fortalecer a articulação entre os mecanismos de financiamento voltados aos povos originários, ampliar o acesso direto a recursos e consolidar estratégias conjuntas de atuação.
O evento é organizado pelo Fundo Jaguatá. A programação conta com representantes do Fundo Rutî, Fundo Podáali, Fundo Indígena do Rio Negro (FIRN), Fundo Timbira, Fundo Guardiãs e Fundo Maracá.
De acordo com a organização, o encontro será um espaço de alinhamento, troca de experiências e construção de estratégias para ampliar a autonomia financeira das organizações. A expectativa é fortalecer a atuação em rede e incentivar ações coordenadas.
Para o Fundo Jaguatá, o encontro representa uma oportunidade de planejar a captação conjunta de recursos. A meta é consolidar a rede como um espaço permanente de articulação política e técnica.
“A rede é uma plataforma independente de articulação política e técnica, reunindo tanto fundos já estabelecidos quanto iniciativas em processo de consolidação”, afirma Dinamam Tuxá, coordenador do Fundo Jaguatá.
Segundo ele, a proposta é fortalecer a cooperação e evitar disputas por financiamento. “Queremos reafirmar uma lógica de não concorrência, garantindo que as diferentes iniciativas trabalhem de forma coordenada e cooperativa dentro do ecossistema financeiro”, completa.
Fundo Jaguatá
O Fundo Jaguatá é um mecanismo financeiro criado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) para ampliar o financiamento direto a comunidades e organizações. A iniciativa busca fortalecer a autonomia dos povos originários por meio do apoio a projetos e ações desenvolvidos nos próprios territórios.
O nome “Jaguatá” significa “caminhamos”, em guarani. O termo faz referência ao fortalecimento coletivo das organizações indígenas na gestão de recursos e na defesa de direitos.