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Mídia Indígena é finalista do Prêmio Sim à Igualdade Racial com campanha pela demarcação de terras

Projeto elaborado em parceria com a APIB, ANMIGA e ISA disputa categoria de Destaque Publicitário da premiação promovida pelo ID_BR.

A campanha “Brasil Indígena, Terra Demarcada”, liderada pela Mídia Indígena em parceria com a APIB, a ANMIGA e o ISA, foi anunciada entre as finalistas do Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026, promovido pelo ID_BR. A cerimônia de anúncio dos vencedores acontece no próximo dia 24 de maio, com transmissão pela TV Globo.

A indicação acontece na categoria “Destaque Publicitário”, que reconhece campanhas e iniciativas da comunicação voltadas para a ampliação de narrativas negras e indígenas no país. Segundo o ID_BR, a campanha foi selecionada por mobilizar artistas, lideranças e organizações indígenas em defesa da demarcação das Terras Indígenas, associando o debate territorial à justiça social e à crise climática.

Com forte presença nas redes sociais e em ações de comunicação nacional, “Brasil Indígena, Terra Demarcada” reuniu dados científicos, ativismo digital e protagonismo indígena para ampliar a discussão sobre os direitos dos povos originários. A campanha também destacou a importância da preservação ambiental e da proteção dos territórios tradicionais diante do avanço das ameaças contra comunidades indígenas em diferentes regiões do país. A indicação marca mais um reconhecimento à atuação da Mídia Indígena, que nos últimos anos tem ampliado a cobertura sobre direitos indígenas, território, cultura e emergência climática a partir da perspectiva dos próprios povos originários.

Além da campanha liderada pela Mídia Indígena, outras iniciativas indígenas também aparecem entre os finalistas do prêmio. Na categoria “Raça em Pauta”, a Rádio Nacional dos Povos foi indicada por sua atuação na comunicação entre territórios indígenas e quilombolas. Já na categoria “Arte em Movimento”, o artista indígena Eric Terena e a rapper indígena Souto aparecem entre os finalistas por trabalhos ligados à ancestralidade, identidade e resistência.

O prêmio também reúne nomes e organizações negras de destaque na cultura e na comunicação brasileira, como Ponte Jornalismo, Alma Preta Jornalismo e o Instituto Alok. Em 2026, o Prêmio Sim à Igualdade Racial adota o tema “Surrealismo Afro-Indígena Brasileiro”, conceito que propõe imaginar futuros a partir das raízes afro-indígenas do país. A premiação busca reconhecer iniciativas que utilizam cultura, comunicação e educação como ferramentas de transformação social e combate ao racismo estrutural.

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