Oito infecções foram confirmadas na Terra Indígena Yanomami, com três óbitos sob investigação; Ministério da Saúde enviou equipes e reforçou vacinação no território
Oito casos de coqueluche foram confirmados entre crianças na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, com concentração no polo base de Surucucu. Três mortes estão em investigação. Diante dos registros, o Ministério da Saúde enviou equipes ao território para reforçar atendimento, vacinação e monitoramento. As crianças diagnosticadas foram transferidas para hospitais em Boa Vista (RR). Duas já receberam alta e retornaram às aldeias. Os demais casos suspeitos e seus contatos seguem em acompanhamento clínico.
A coqueluche é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis e transmitida pelo ar, por gotículas eliminadas na tosse ou no espirro. Provoca crises de tosse intensa e prolongada e pode levar a complicações graves, especialmente em bebês, como pneumonia, insuficiência respiratória e morte. A prevenção é feita por vacinação. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 50 profissionais, incluindo equipes da Secretaria de Saúde Indígena e do programa EpiSUS, atuam na região. As ações incluem busca ativa de novos casos, coleta de exames e intensificação da vacinação nas aldeias.
As equipes atuam diretamente na Terra Indígena com três frentes principais: busca ativa de novos casos nas aldeias; coleta de material para exames e diagnóstico;intensificação da vacinação de rotina e de reforço entre crianças indígenas. A pasta também informou que está acompanhando a evolução da cobertura vacinal na região e reforçando ações para ampliar a proteção das crianças contra a coqueluche. O acompanhamento epidemiológico e as ações de controle da doença seguem em andamento.